sábado, 11 de junho de 2016

The Rubin Museum

New York tem museus de todos os tipos e para todas as coisas. O rubin museum, no entanto, eh uma obra rara de delicadeza e arte e ao mesmo tempo vibrante!

As exposicoes sobre arte asiatica, sobretudo dos himalayas, arte hinduista e budista. A historia de seculos e seculos da minha religiao.. coisas que so na asia eu veria, estao la, para minha alegria!
Uma livraria cheia de opcoes de livros incriveis para qualquer budista morrer de amor.


O legal eh que esse museu tem tambem um lounge/restaurante no primeiro andar que fica aberto com entrada gratuitas as sextas feiras, boa musica e voce ainda pode ir nos tours guiados do museu sem pagar.

Bom, alem de museu, livraria, restaurante, e arte... tem palestras e exibicoes de filmes a precos super razoaveis.  

Com tudo isso.. o rubin museum tem se tornado um dos meus refugios preferidos para o happy hour da sexta feria. Se vierem a NY , sugiro a visita!



as escadarias sao lindas,uma obra de arte por si so.


quinta-feira, 28 de abril de 2016

365 dias /12 meses/ 1 ano - as known as : a life time!



Vou começar repetindo o clichê: todo mundo um dia deveria passar um tempo em Nova York. Porque? Bom. É mais pelas razões não-óbvias do que pelo que todo mundo imagina quando pensa em Nova York
Comecando pela arte, realmente os espetáculos da Broadway são genialmente produzidos e despertam em você sentimentos que você jamais imaginaria sentir vale a pena ir sim, mas quando voce mora aqui,  é o artista de rua que esta lá todo dia, que participa da sua vida, que te sorri, ou que canta aquela música que te traz uma memória antiga, que me faz arrepiar. É descer as escadas do metro e ouvir de longe a batucada de uma banda ou um saxofone melancólico. é virar a esquina e se deparar com um mural inteiro de graffiti, é respirar e transpirar arte. 

Os parques são lindos,sim! Central Park , Bryant Park, Brooklyn botanical Garden, e tantos outros, mas viver aqui me permitiu conhecer um parque, de frente para o rio, escondido em williamsburg, de onde tenho a melhor vista de Manhattan e um pôr do sol lindo que me acalma o coracao; ou então o parquinho do meu bairro, que sempre tem carrinho de algodão doce, espetinho de gato, criança correndo para todo lado, como num tipico subúrbio americano/latino de NY. 

Falando em latinos, foi em Nova York que comecei a entender a complexa condição de ser latina, viver como latina, sofrer preconceito de latina, mas também me senti orgulhosa de ser uma mulher latina (ja que o passaporte me permita escolher). Me senti emocionada de me reconhecer em meio a carinhos, beijos, e afagos, prosas na calcada, compras fiado, conversas altas ( pq sim, a gente fala alto, canta alto, briga alto, tudo altooo em comparacao com o americano medio que é sempre tao contido e educado)  e tanto mais que so nós latinos compreendemos e que me soa sempre tao familiar.

Foi na cidade que fala todas as línguas, que eu,  mesmo ja falando tres idiomas fluentemente, ao tentar aprender o quarto, descobri uma timidez que nem eu sabia que tinha, que me travou a língua entre os dentes e o curto circuito no cérebro com tantas vogais que não se pronunciam, consoantes que desaparecem, e uma professora terrível que percebeu minha dificuldade e não teve nenhuma compaixão. Sim essa cidade é dura, a vida também. Seguir, persistir, resistir, isso aprendi em Nova York. French level 2 aqui vou eu!

Arranha-céus?! Como pensar em NY sem todos eles, e o skyline, e Empire state, sim sim! Morando aqui, me acostumei com eles, mas na verdade o mais legal é ver como o sol que se alinha entre os prédios ao nascer e ao se por, as vezes mais, outras vezes menos iluminado. Reflete azul, amarelo, laranja .. e nessa lousa de cinza do concreto o sol vai se desenhando, e passando pelos espacinhos entre um prédio e outro, num espetáculo lindo. 

Nova York me permitiu! é isso mesmo, porque essa cidade tem o dom de permitir coisas! Me permitiu experimentar roupas diferentes e modernas, parei de me esconder atrás de  calcas jeans e camisetas larguinhas,  fui de pijama no supermercado mil vezes, sai de batom vermelho as 8am, voltei para casa de metro no meio da madrugada, caminhando sozinha pela rua sem medo e sem receio.  NY me permitiu experimentar  pela primeira vez a coragem de sentar no salão do cabeleireiro e dizer: muda tudo! Porque entendi finalmente que a minha imagem no espelho não me faz quem sou.. mas ela é so mais uma das minhas muitas partes. Porque aqui prevalece o respeito a liberdade do outro, que por sua vez respeitará a minha também. Aqui somos o que quisermos, e as consequências cabem a mim e a mais ninguém

A cidade que nunca dorme me ensinou a dormir bem cedo, porque o trabalho é árduo no dia seguinte, e não tem tempo ou espaço para dar bobeira. A cidade que nunca para me ensinou a fazer escolhas e priorizar o momento de sair da roda viva, para me dedicar a meditação diária e a disciplina espiritual.  
A cidade que tem o mundo inteiro dentro dela, me despertou uma paixão pela Ásia, ainda que a distância, e um imenso respeito e amor pelos meus queridos países "do lado de do mundo", cheio de comidas deliciosas, gente sensível, e arte maravilhosa; quem diria que NY me faria despertar uma paixão dessas..embora nunca tenha pisado naquelas terra.. ja esta nos planos.

Por muitos dias foi difícil pra caramba, como quando algum doido cisma de gritar com você dentro do metro, que o chefe te da aquele puxão de orelha,  que da saudades do Brasil, que você sente que seus amigos não te entendem  ou que eh você que não entende eles.. no final das contas, é tudo parte de um processo de amadurecimento e transformação. Por muitos dias tive que cantar baixinho para mim mesma a musica do Frank Sinatra " if you can make it there, you can make it everywhere, it’s up to you!!!" Cantei, me emocionei e segui em frente, porque para cada dia difícil, tive o dobro ou mais de dias de descoberta, de frio na barriga, de aprendizado, de resiliência, de humildade, de sorrisos sinceros, de alegria genuína por estar vivendo tudo isso aqui.

Cheguei na primavera de 2015, com todas as flores se desabrochando, e depois de ver o verão, outono e inverno, vejo as flores de novo chegando devagarzinho e me lembro das minhas primeiras caminhadas por aqui, quando eu ainda estava tentando entender os mapas do metro, sotaques, o trabalho, buscar apartamento e tanto mais. Faco assim meu singelo Brinde a meu segundo ano de Nova York.. que seja tao incrivel como foi o primeiro!  

 Entenderam por que todo mundo deveria se permitir ao menos algum tempo por aqui?  :-)

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Confissoes de NY sobre imigrantes e o Inverno:

Hoje o prefeito de NY fez um comunicado em tv aberta, sobre as medidas de seguranca para a tempestade de neve Jonas que ta se aproximando. Qual nao foi minha surpresa quando ele repetiu tudinho em espanhol ( com um sotaque daqueles de quem ta realmente se esforcando para conseguir falar um idioma)!!
Passei o dia pensando sobre isso.. refletindo sobre como essa acao demonstra inclusao, aceitacao, respeito e tantas outras coisas. Acoes afirmativas, empoderamento e tudo aquilo que eh tao lindo no papel e tao dificil na pratica.
Ele podia ter colocado um interprete, ele podia nao ter falado nada em espanhol, ele podia ter "esperado" que os latinos buscassem se informar ou traduzir ou sei la. Mas fato eh que este homem estava la, se expondo e fazendo um esforco gigantesco para se comunicar com seus cidadaos num idioma que nao eh o dele.
NY tem muitos ilegais, muitos estrangeiro, muitos que sao legais mas que nao falam ingles porque vivem marginalizados por tantas e tantos outros motivos. Somos todos iguais porque somos infinitamente diferentes.
Fato eh que acolher e respeitar tras dignidade, nao eh? Afinal, a tempestade eh para todos.. a neve vai atingir a casa de todo mundo e o direito a seguranca publica deveria ser de todos tb! Empoderar atraves da comunicacao eh o primeiro passo.
Podem dizer que sou poliana, que vivo no mundo das nuvens, ou sei la ..mas realmente isso do prefeito fazer o pronunciamento em dois idiomas fez o dia desta latina imigrante que vos fala, mais feliz!
.. e que venha a tempestade!